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Goldman Sachs eleva recomendação de Hypera para compra e rebaixa Fleury
Resumo:Hypera teve preço-alvo levemente elevado para R$ 26, enquanto o preço-alvo para Fleury foi mantido em R$ 18
O Goldman Sachs elevou a recomendação para Hypera (HYPE3) de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 26 por ação, ante R$ 25 anteriormente. Ao mesmo tempo, rebaixou Fleury (FLRY3) de compra para neutra, mantendo o preço-alvo em R$ 18 por ação.
Por volta das 10h20 (horário de Brasília) desta quarta-feira (12), as ações da Hypera subiam 0,43%, cotadas a R$ 21,24, enquanto as de Fleury caíam 1,58%, a R$ 17,97.
A mudança reflete, principalmente, a visão de que a tese da Hypera ficou menos arriscada no segundo semestre de 2026, após a companhia apresentar forte geração de fluxo de caixa ao acionista (FCFE) no 2T26, apoiada por uma gestão mais eficiente do capital de giro. O capital de giro representou 28,2% da receita dos últimos 12 meses, abaixo dos 30,1% no 1T26, principalmente devido à maior eficiência logística, que reduziu os estoques.
O banco também vê forte tendência de desalavancagem em 2026 e 2027 e espera que a companhia continue se beneficiando da maturação de lançamentos recentes de medicamentos, que contribuíram com 2,2 pontos percentuais para o crescimento do varejo no 2T26.
Analistas esperam que a relação entre dívida líquida e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Hypera caia para 1,9 vez em 2026, ante 2,3 vezes no 1T26, após a conclusão do aumento de capital.
A entrada da Hypera no mercado de medicamentos GLP-1 continua sendo tratada como uma opção de crescimento nas estimativas, embora as vendas possam começar em breve.
Fleury (FLRY3)
Para o Fleury, o Goldman reconhece o forte desempenho recente da marca premium, que cresceu 12,0% no 2T26, 12,1% no 1T26, 8,6% no 4T25 e 12,2% no 3T25, impulsionada por ganhos de participação de mercado e pela ampliação do portfólio de serviços em algumas unidades. O banco acredita que essa tendência deve continuar.
No entanto, a base de comparação no segundo semestre de 2026 será mais difícil, o que deve provocar uma desaceleração do crescimento. Além disso, FLRY3 acumula alta de 27% no ano, contra queda de 4% de HYPE3 e alta de 7% do Ibovespa. Na avaliação do Goldman, esse desempenho já incorporou boa parte do momento positivo da companhia.
Atualmente, o banco estima um FCF yield de 7,6% para o Fleury em 2027, contra 9,5% para a Hypera, tornando a segunda mais atraente em termos relativos.
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